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EmpreendedorismoNegócios

Fundador do dr.consulta volta ao setor de saúde com investimento de Andreessen Horowitz e QED

O fundador do dr.consulta, Thomaz Srougi, está de volta ao setor de saúde com a Carecode, um call center com agentes de inteligência artificial para atendimento a clientes de empresas de saúde.

A startup recebeu um aporte pré-seed de US$ 4,3 milhões (aproximadamente R$ 26 milhões) de investidores institucionais e de vários anjos de renome para colocar a ideia de pé.

A rodada foi liderada por Andreessen Horowitz, uma das gestoras de venture capital mais influentes dos Estados Unidos, liderada por Marc Andreessen e Ben Horowitz, e por QED Investors, que já investiu em Nubank, QuintoAndar e Creditas no Brasil. Participaram também da rodada KDX, Endeavor Scale Up Ventures, K50 Ventures e Latitud Ventures.

Os recursos foram reforçados por um time peso pesado de investidores-anjos, como David Vélez (Nubank), Assaf Wand (Hippo), Federico Vega (Frete.com), Mike Dixon (Transformation Cap, ex-Sequoia Capital), Josué Alencar, Randal Zanetti, Eugênio De Zagottis, Pedro Faria, Marcelo Quintella, Deli Matsuo, Carlos de Barros, Luiz Cláudio Nascimento e Juan Vergara (os dois últimos são cofundadores do dr.consulta).

“Depois de mais de 10 anos atuando no setor de saúde, ficou claro para nós que tarefas não clínicas – como agendamentos, respostas a FAQs, follow-up pós-consulta – são tão essenciais quanto consultas médicas e exames”, diz Srougi, ao NeoFeed, que é o CEO da Carecode e mantém o cargo de presidente do conselho do dr.consulta.

A Carecode, que foi cofundada com Pedro Magalhães, ex-CTO do Zé Delivery e do BEES Bank, ambos da Ambev, estava em stealth mode realizando testes com o produto antes de vir ao mercado. Ela já conta com um cliente e tem outros dois testando a ferramenta – os nomes dessas empresas não foram revelados.

A ideia da Corecode é que o cliente de uma empresa de saúde possa resolver tudo automaticamente, sem a necessidade de ser atendido por humanos, URAs ou chatbots. “Para cada hora de consulta médica, gasta-se três horas em tarefas administravas e a experiencia é ruim”, afirma Srougi.

O atendimento acontece, via WhatsApp, através de agentes de inteligência artificial capazes de se comunicar com pacientes e realizar tarefas humanas, como agendamento, cobranças, check-ins, processamento de pagamentos e reembolsos.

Nos testes realizados pela Carecode, os agentes de IA trocaram mais de 25 mil mensagens com pacientes, alcançando a conversão de reagendamento de 19% e uma pontuação de satisfação do paciente de 4,8 (sendo que 5 era a nota máxima), de acordo com a startup.

“Em termos gerais, investir em otimização orientada por IA para o setor de saúde do Brasil representa uma oportunidade transformadora”, afirma Camila Vieira Fernandes, sócia do QED Investors. “Os desafios únicos desse mercado fragmentado e complexo exigem soluções verticalizadas que possam automatizar e abordar pontos problemáticos específicos com precisão.”

O alvo da Carecode são hospitais, planos de saúde, medicina ocupacional, laboratórios, home care e instituições que possuem corpo clínico e atendimento pacientes para diversos tipos de procedimentos médicos.

O modelo de negócio é diferente do de um SaaS, que cobra por números de usuários que acessam a plataforma. No caso de agentes de IA, a cobrança é feita por tarefa realizada ou pelo sucesso do atendimento.

Srougi explica que se o atendimento for receptivo (realizado pelo cliente), se cobra pela tarefa e pela utilização. Se for ativo (a empresa vai atrás do paciente), o modelo é hibrido e inclui tarifa, a tarefa realizada e o sucesso do atendimento.

“Os agentes de IA são um software que executam um trabalho. Não é um SaaS. É o contrário: um service as a software”, diz o fundador da Carecode e do dr.consulta.

O servive as software é uma tendência que ganha corpo com a inteligência artificial. E deve “comer” o mercado de software nos próximos anos. Essa mudança de paradigma deve representar um oportunidade de trilhões de dólares.

Fique Por Dentro

  • A rodada pré-seed foi de US$ 4,3 milhões (aproximadamente R$ 26 milhões)
  • Participaram também KDX, Endeavor Catalyst, K50 Ventures e Latitud Ventures
  • A Carecode tem um cliente e já testa a plataforma em outros dois

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